Presidente mexicano quer evitar desabastecimento diante da crise mundial de alimentos.
México vai autorizar uma cota para importação de feijão, mas não especificou a quantidade.
O presidente mexicano, Felipe Calderón, afirmou neste domingo (25) que o governo eliminará todos os impostos sobre a importação de milho, arroz, trigo e outros produtos para evitar um desabastecimento diante da crise mundial de alimentos.
Além disso, o México irá autorizar uma cota para importação de feijão, mas não especificou a quantidade, e vai buscar acordos com a indústria alimentícia para impedir altas desmedidas dos produtos básicos.
"Queremos que esses produtos básicos possam ser trazidos ao México desde qualquer parte do mundo ao melhor preço para os consumidores mexicanos", disse Calderón em sua residência oficial Los Pinos.
O milho é a base da dieta dos mexicanos e parte dos famosos tacos, quesadilhas e outros produtos feitos com tortilhas.
Os produtos básicos registram fortes altas há dois anos, mas principalmente nos últimos meses no mercado mundial, devido principalmente ao uso de grãos para produzir biocombustiveis e aos altos preços do petróleo.
Calderón também anunciou facilidades para a importação de fertilizantes, o que abrangerá cerca de 500.000 produtores.
Em um panorama para 10 anos sobre os cenários possíveis dos preços dos alimentos, que será publicado na próxima semana, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO, na sigla em inglês) disse que não vê um retorno aos níveis de preços antes da crise.
A expectativa é que os preços nominais dos cereais, do arroz e das oleaginosas serão entre 35% a 65% superiores à média dos últimos 10 anos, afirmou o documento.
Fonte: G1
México vai eliminar impostos de importação para milho, trigo e soja
Lula quer incentivar produção de alimentos e evitar inflação prolongada
Presidente se reúne com ministros nesta quarta para debater assunto.
Segundo Múcio, governo discute medidas para atender demanda por alimentos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma reunião nesta quarta-feira (21) com o ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir formas de incentivar a produção de alimentos no País. Mais cedo, Lula demonstrou sua preocupação com a crise dos alimentos na reunião do Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
O presidente disse aos conselheiros que é preciso encontrar mecanismos para incentivar a produção de alimentos e diminuir a pressão inflacionária sobre esses produtos. Lula não antecipou nenhuma das medidas que estão em debate no governo.
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, afirmou que o consumo de alimentos aumentou no país e o governo está discutindo medidas para atender essa demanda.
"O consumo aumentou, então precisa que haja um estímulo à produção de alimentos, à produção de comida, porque, graças à ascensão de muitos brasileiros a um patamar melhor, socialmente mais justo, o consumo aumentou. Isso é uma coisa boa, mas precisamos nos prevenir", argumentou o ministro.
Fonte: G1
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A volta do CPMF
Pela proposta, tributo terá agora uma alíquota de 0,10%
Decidiu-se ainda aumentar o IPI dos cigarros e bebidas
Dinheiro será direcionado para financiamento da Saúde
Terminou há pouco um almoço que reuniu todos os líderes de partidos governistas com assento na Câmara. Além de comida, foi à mesa o bolso do contribuinte brasileiro.
Decidiu-se o seguinte:
1. A bancada governista unirá forças com a oposição para aprovar na Câmara o projeto que regulamenta a chamada emenda 29. Obriga o governo a reforçar o orçamento da Saúde. Reforço escalonado. Que alçará à casa dos R$ 20 bilhões em 2011;
2. Para evitar que Lula vete a nova lei, a tropa governista decidiu providenciar as fontes que proverão a verba extra a ser injetada nas arcas da Saúde;
3. Com o apoio de todos os partidos do consórcio que dá suporte legislativo a Lula, será levada a voto uma proposta que ressuscita a CPMF. Em vez de emenda constitucional, mais difícil de aprovar, optou-se pelo projeto de lei complementar;
4. A alíquota do tributo revivido será de 0,10% (a antiga CPMF, derrubada pelo Senado em dezembro de 2007, mordia dos cheques emitidos pelos brasileiros 0,38%);
5. Decidiu-se propor também a elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos cigarros e das bebidas alcoólicas. A forma e os percentuais serão objeto de novas tratativas;
6. Deliberou-se, por último, que a recriação da CPMF e a majoração do IPI serão votadas concomitante com o projeto da emenda 29. Abandonou-se a idéia de tratar das fontes de verbas para a Saúde no âmbito da reforma tributária.
O almoço em que todas essas decisões foram tomadas ocorreu na casa do líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO). Lá estavam, além do anfitrião, representantes do PMDB, PT, PP, PL e PR. Participou também Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara.
O blog ouviu o anfitrião Jovair Arantes. “Nós, da base do governo, partimos do óbvio: temos que resolver os problemas da Saúde, que estão se agravando. Vamos votar a emenda 29. Há maioria para aprovar. Então, temos de responder à seguinte pergunta: de onde virá o dinheiro?”
Continue-se ouvindo Jovair: “Não adianta dizer que você vai a Paris três vezes por mês, para beber os melhores vinhos e comer as melhorias comidas, sem definir quem vai pagar a conta. A emenda 29 está do mesmo jeito. Muito bonita, mas não diz de onde tirar o dinheiro.”
Mais Jovair: “Hoje, temos excesso de arrecadação [de tributos]. Mas não há segurança de que esse excesso vai existir amanhã. Portanto, temos de providenciar fontes definitivas para a Saúde.”
Ainda o líder do PTB: “Quando você aumenta a renda na sua casa, usa o dinheiro extra para melhorar a qualidade de vida da família. Compra roupa nova para a mulher, troca de carro, passa a comer o que não comia. No Brasil é a mesma coisa. Os recursos extras que estão entrando vão servir para fazer investimentos outros: o PAC, a infra-estrutura, o saneamento.”
Últimas palavras de Jovair: “Então, decidimos, a base toda unida, fechar questão em torno da aprovação da emenda 29, com projetos em cima dela ou junto com ela, que resolvam o problema do financiamento da Saúde. Não houve divergência. Poucas vezes participei de encontro em que a concordância alcançou esse grau de coesão.”
Via: Josiasdesouza
O que faz um gestor ambiental? Quais as áreas de atuação deste administrador do meio ambiente?
Formação é na área de humanas e profissional atua no gerenciamento ambiental.
Há cursos na modalidade de bacharelado e tecnológico.
Gestão ambiental buscar ainda é uma carreira recente, mas a cada dia ganha espaço em instituições públicas e privadas. Segundo professores ouvidos pelo G1, a profissão surgiu diante da necessidade das empresas e dos órgãos públicos se adaptarem às questões ambientais, especialmente para economizar e evitar danos. A carreira do gestor ambiental é o tema do Guia de Carreiras desta terça-feira (20).
Segundo o professor Jacques Demajorovic, coordenador do curso bacharelado de adminstração na linha de formação em gestão ambiental do Senac-SP, o gestor ambiental é um profissional que associa três características fundamentais: economia, meio ambiente e fator social.
"Não temos um curso de ecologia, não formamos pessoas especialistas em fauna e flora. Queremos formar um gestor para planejar, implantar e monitorar projetos de gestão ambiental e sustentabilidade nas empresas", diz Demajorovic.
"O curso de gestão ambiental (bacharelado) tem uma interface muito próxima com a biologia, mas ele forma profissionais para serem dirigentes, que façam a conciliação da atividade humana com o meio ambiente", explica o professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, coordenador do curso de gestão ambiental da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).
De acordo com o professor Silva Filho, a diferença entre as duas modalidades é que o curso tecnológico é mais técnico, direcionado para pessoas que já atuam na área de meio ambiente e que procuram uma formação mais completa; enquanto o bacharelado é voltado para a administração do meio ambiente, sendo mais extenso porque permite aprofundar os conceitos e forma profissionais direcionados para a pesquisa acadêmica e científica.
"Nada impede que alguém que não esteja na área de ambiente faça o curso tecnólogo. Mas esse é um curso que busca formar o profissional mais rápido para o mercado de trabalho", diz o coordenador do curso no Senac-SP.
Áreas de atuação
Um tecnólogo em gestão ambiental trabalha em projetos específicos ligados ao meio ambiente. Ele atua no gerenciamento de resíduos sólidos, no planejamento ambiental, na remediação de áreas contaminadas e em sistemas de gestão, por exemplo.
Já o bacharel em gestão ambiental além de poder ocupar essas funções, ainda poderá desenvolver papéis de gerência nas áreas financeira, de marketing e recursos humanos. "É um profissional que tem na carga horária do curso mais disciplinas da área administrativa", diz Demajorovic.
Outro ponto importante a esclarecer é que o gestor ambiental exerce função diferente do engenheiro ambiental, que foca o trabalho no desenvolvimento de tecnologias e soluções ambientais. O gestor ambiental lida com o planejamento dos recursos.
Segundo Demajorovic, o gestor ambiental é preparado para trabalhar em empresas privadas, públicas, em ONGs - ele implementa projetos que não pensam apenas na relação do custo, mas sim na viabilidade econômica com menor impacto ambiental e social.
Via: G1
Preço da viajem com o trem-bala do Rio para São Paulo poderá ser de R$ 130
A passagem do trem-bala que deve ser construído ligando o Rio de Janeiro a São Paulo pode sair por apenas R$ 130 para os brasileiros, uma média entre os preços atuais do tíquete de ônibus (na faixa dos R$ 90) e de avião (entre R$ 150 a R$ 400). A informação é do Secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, com base em um estudo de mercado realizado pela empresa italiana Itauplan.